O que é valor de entrada?
O valor de entrada no financiamento é uma parte do preço da casa ou apartamento, que você deve pagar à vista antes do contrato ser assinado. Em resumo, a entrada funciona como uma garantia para o banco, afirmando o compromisso do comprador com as parcelas mensais do financiamento, que podem durar muitos anos.
Apesar de todas as facilidades que o financiamento imobiliário apresenta, o valor de entrada é uma preocupação de muitas pessoas, afinal, ele precisa ser pago na hora. E para quem não possui essa quantia em mãos, o sonho de conquistar a casa própria pode parecer mais distante.
Mas, nada de pânico! Ao longo do texto, você vai conhecer quais são as possibilidades para conseguir pagar o valor de entrada. Antes de mais nada, é preciso entender o que é e como funciona um financiamento imobiliário. Continue acompanhando!
O que é financiamento?
De acordo com o Censo de Moradia Quinto Andar e o Instituto Datafolha, cerca de 87% dos brasileiros tem o sonho de conquistar a casa própria. Nesse sentido, uma das formas de tirar esse objetivo do papel é através do financiamento imobiliário. Mas, se você não sabe como funciona, vamos te explicar! Basicamente, essa modalidade permite que seja possível comprar uma casa em parcelas pagas à longo prazo, em no máximo 35 anos. Para isso, o financiamento é feito entre o interessado e uma empresa de crédito ou uma construtora. A grande vantagem do financiamento é poder se mudar para a sua casa nova quando o contrato for assinado, assim como o prazo maior para quitar a dívida, que permite que você consiga lidar com esse custo durante os meses. Além disso, alguns programas possuem baixas taxas de juros e condições facilitadas.Como funciona um financiamento?
Para financiar uma casa, é necessário que tanto o comprador quanto o imóvel de interesse estejam dentro das regras do financiamento, que são as seguintes:
Para o comprador
- Ter pelo menos 18 anos de idade;
- Ter no máximo 80 anos e 6 meses de idade;
- Comprovar que a renda mensal é suficiente para pagar as parcelas pelo prazo máximo do financiamento;
- Não ter renda menor do que 30% do valor da parcela;
- Comprovar que está em dia com o sistema fiscal e judiciário, assim como em órgãos de proteção ao crédito, como o Serasa, SPC e Boa Vista SCPC.
Para o imóvel
- O preço do imóvel não deve ultrapassar o valor de R$ 1,5 milhão;
- A quantia financiada não pode ser maior do que 80% do preço da casa ou apartamento;
- O imóvel deve estar localizado na cidade onde o participante mora ou trabalha;
- O empreendimento deve ser residencial, urbano e precisa de registro em cartório;
- A casa ou apartamento em questão não pode ter sido financiado com o FGTS nos três últimos anos.
Como o valor de entrada é calculado?
A entrada normalmente é calculada com base na sua renda familiar, podendo variar de um caso para o outro. Mas, geralmente, ela depende de dois fatores: do quanto você recebe por mês e do preço do imóvel. Nessa linha, a entrada costuma representar aproximadamente 30% do valor da casa ou apartamento. Ou seja, para ter uma estimativa do quanto você vai pagar, basta ter o preço do empreendimento e separar cerca de 30% para pagar à vista. Caso a sua renda mensal não seja suficiente para a aprovação no financiamento, em alguns casos é possível utilizar a composição de renda. Basicamente, é a soma dos salários de todos os moradores ou de pessoas que estejam interessadas em fazer um financiamento em conjunto. No financiamento do programa Casa Verde e Amarela, por exemplo, você pode compor renda com até 3 pessoas. Isso significa que, você pode compor renda com seus pais, cônjuge, amigos, primos, tios, avós e por aí vai. Confira agora o segundo áudio do conteúdo! Assim, ao terminar de ouvir, aproveite o último trecho mais abaixo desta página!Qual o valor mínimo de entrada para financiar um imóvel?
Se você tem a dúvida de qual é o valor mínimo de entrada para financiar uma casa ou apartamento, saiba que tudo vai depender da sua renda mensal e do preço do imóvel. No entanto, o valor mínimo de entrada normalmente é cerca de 20% do empreendimento escolhido.
Por exemplo, se você tem o desejo de financiar uma casa em condomínio que custe R$ 300 mil, a entrada poderá ser a partir de R$ 60 mil aproximadamente. Com isso, o restante do preço do imóvel poderá ser financiado, desde que as parcelas não ultrapassem 30% da sua renda mensal, incluindo os juros.
Nesse sentido, quanto maior for o valor de entrada, o custo das parcelas mensais poderá ser ainda menor. Por isso, o ideal é que você tenha no mínimo 20% ou até mais para a entrada.
Como é feito o pagamento do valor de entrada?
Normalmente, o valor de entrada é pago no momento da assinatura de contrato entre a empresa responsável pelo empréstimo e o cliente. Ou seja, depois de passar pela etapa de análise de crédito, você vai pagar a entrada e fechar o acordo. Além disso, nesse momento você pode negociar com o credor a melhor forma de fazer o pagamento da entrada. Então, busque sempre condições que favoreçam o seu bolso.É obrigatório pagar o valor de entrada no financiamento?
Como dito anteriormente, o valor de entrada é a garantia de que o comprador vai arcar com os custos mensais do financiamento. Afinal, como o prazo de pagamento de um empréstimo, como esse, pode chegar a durar em torno de 30 anos ou mais. Então, as chances do cliente se tornar inadimplente são altas, e por esse motivo, o banco ou construtora não quer correr nenhum tipo de risco. Por isso, é tão importante que o comprador tente juntar o máximo que conseguir do valor de entrada. Pois, além de poder diminuir o custo das parcelas, em alguns casos, também é possível conseguir taxas de juros mais baixas.Qual a diferença entre a entrada, valor do imóvel, saldo devedor e valor do financiamento?
Alguns termos podem confundir e até mesmo parecer que são a mesma coisa. Mas, é muito importante entender a diferença entre cada um deles. Confira:
- Valor de entrada: é uma parte do custo total do imóvel;
- Valor do imóvel: é o preço total da casa ou apartamento que está sendo comprado;
- Saldo devedor: já o saldo devedor representa o quanto a pessoa que está fazendo o financiamento ainda precisa pagar, variando com o tempo e incidências, como os juros, por exemplo;
- Valor do financiamento: por fim, é a diferença entre o valor de entrada e o do imóvel. Em outras palavras, é a quantia que foi aprovada pelo banco para o empréstimo.
O FGTS pode ser usado como entrada no financiamento?
O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) é a reserva financeira de todo trabalhador com carteira assinada, onde todos os meses, a empresa contratante deposita uma quantia. Nesse sentido, ele pode ser utilizado para algumas atividades específicas, como em casos de demissão sem justa causa, fechamento da empresa e claro, para financiar um imóvel.
Com isso, você pode usar o seu FGTS de diversas formas: para diminuir o valor da parcela, reduzir o tempo restante do financiamento, quitar ou amortizar a dívida e pagar o valor de entrada. Dessa forma, você pode ter um ganho financeiro mais controlado. Isso porque, dependendo da quantia disponível no seu saldo, é possível dar um valor maior do que é pedido.
No entanto, é necessário seguir algumas regras para ter direito ao uso do FGTS no financiamento. Veja a seguir:
Para o comprador
- Ter pelo menos três anos de carteira assinada sob regime FGTS. Ainda mais, esses três anos podem ser consecutivos ou não, na mesma empresa ou em empresas diferentes;
- Não ter um financiamento ativo no Sistema Financeiro de Habitação (SFH). Neste caso, o FGTS não é aceito no SFH;
- Não possuir imóvel registrado no nome na cidade em que mora ou trabalha.
Para o imóvel
- O imóvel deve ser residencial e urbano, ou seja, não pode estar localizado em área rural ou ser de uso comercial;
- A finalidade da casa ou apartamento deve ser apenas a moradia do comprador, e não aluguel;
- A propriedade pode ser usada ou nova;
- O imóvel deve estar matriculado no Registro de Imóveis e não pode apresentar qualquer impedimento à sua comercialização;
- O empreendimento de interesse não pode ter sido financiado com o FGTS há pelo menos três anos;
- A propriedade precisará ser avaliada em vistoria com um agente da Caixa Econômica Federal, atestando a finalidade de uso do imóvel e as condições de habitação, para só após essa avaliação, liberar a casa ou apartamento para o comprador.
Como pagar a entrada do financiamento?
Se você não possui a quantia necessária para pagar o valor de entrada no seu financiamento, trouxemos algumas dicas que podem te ajudar nessa missão. Confira!
1. Comece a economizar
A conquista da casa própria vai muito além do financiamento. Para conseguir organizar as suas finanças e não ficar com a conta no vermelho, é essencial economizar e aprender como cortar alguns gastos que você não precisa tanto assim. Além de conseguir juntar um pouquinho mais para pagar a entrada, você pode evitar o acúmulo de dívidas e ganhar uma vida financeira mais saudável. Perfeito, né? Então, evite compras desnecessárias e faça uma análise das suas finanças, entendendo o quanto você ganha e o quanto você gasta, considerando também o pagamento das prestações da sua casa.2. Use o seu FGTS
Se você trabalha ou já trabalhou com carteira assinada por pelo menos três anos, tem todo o direito de usar o saldo do seu FGTS para pagar parte ou o valor total da entrada. Lembre-se: quanto maior for o saldo, maior será o preço pago na entrada, diminuindo a quantia de parcelas totais. Ainda mais, é necessário seguir outras regras, como não ter nenhum imóvel em seu nome, qualquer outro financiamento em aberto e não ter usado o saldo nos últimos três anos.3. Procure por uma renda extra
Muitas pessoas buscam por uma renda extra por diversos motivos: quitar dívidas, pagar contas ou simplesmente para aumentar a renda mensal. Nessa linha, a renda extra pode ser uma ótima forma para juntar dinheiro para o pagamento do valor de entrada. Com isso, você pode usar da sua formação profissional para conseguir um dinheiro a mais no orçamento. Alguns exemplos são:- Vender alimentos;
- Abrir uma loja online;
- Revender produtos de grandes marcas;
- Trabalhar como motorista de aplicativo;
- Passear com cães;
- Traduzir textos;
- Prestar serviços de consultoria;
- Dar aulas online.
4. Faça um planejamento financeiro
Além de cortar gastos, o ideal é que você tente manter o controle das suas finanças. Para isso, você pode fazer um planejamento financeiro mensal ou semanal, onde você vai definir quais são as suas contas, o quanto pode gastar e o que pode fazer para economizar mais.
Dessa forma, é até mais fácil se organizar para pagar as parcelas do financiamento imobiliário. Basta incluir todos os custos que envolvem a compra do imóvel no seu orçamento.